Perspectivas para 2026 indicam expansão do modelo na Região Metropolitana de Goiânia, impulsionada por mudanças no comportamento do consumidor e novas áreas de crescimento planejado
Em um contexto marcado por instabilidade econômica e maior cautela nas decisões de consumo, os condomínios horizontais fechados vêm se consolidando como uma das alternativas seguras para moradia e investimento. Na Região Metropolitana de Goiânia, esse movimento acompanha um cenário nacional de aquecimento da demanda por imóveis residenciais. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indicam que, no acumulado de janeiro a setembro de 2024, os lançamentos de unidades residenciais cresceram 17,3% e as vendas aumentaram 19,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo a maior procura por moradia no país.
Em âmbito regional, esse comportamento se traduz na valorização dos condomínios horizontais, impulsionada pela busca por mais espaço, segurança, áreas verdes e qualidade de vida, fatores que ganharam ainda mais relevância no período pós-pandemia. Um levantamento do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO), divulgado em dezembro de 2024, aponta ainda que a demanda por condomínios horizontais no entorno de Goiânia tem crescido nos últimos anos, impulsionada pela busca por segurança, maior espaço e qualidade de vida.
Para a BrDU Urbanismo, que atua há 15 anos no desenvolvimento de empreendimentos horizontais, a busca por segurança, lazer estruturado e qualidade urbanística tem moldado um novo ciclo de crescimento para o setor. “O condomínio fechado se consolidou como um modelo de vida. O consumidor passou a priorizar áreas verdes, privacidade, estruturas completas de convivência e uma relação mais direta com o território onde vive”, afirma o CEO da empresa, Antenor Reis.
Tendências para 2026: demanda crescente e valorização consistente
O mercado imobiliário goiano caminha para a consolidação dos condomínios horizontais como um dos principais vetores de expansão nos próximos anos. Análises do Sindicato das Imobiliárias e Condomínios do Estado de Goiás (Secovi-GO) indicam que o segmento tem ganhado força impulsionado pela nova busca do consumidor, além da oferta de projetos cada vez mais completos em lazer e urbanismo. Esse movimento é observado especialmente em áreas de crescimento planejado, como a região Norte de Goiânia que vêm concentrando novos lançamentos e atraindo investidores atentos à dinâmica de valorização desses eixos urbanos.
Os condomínios horizontais fechados têm desempenhado papel decisivo na transformação urbana de Goiânia nas últimas décadas. Segundo o Secovi Goiás, esse movimento teve início no fim dos anos 1990 e começo dos anos 2000, período marcado por um verdadeiro boom de loteamentos fechados. A expansão começou pela GO-020, consolidando a rodovia como um dos principais vetores de crescimento urbano da capital, e depois se espalhou para outras regiões, como o eixo do Mendanha e, mais recentemente, a saída pela GO-080. “Hoje, praticamente todas as saídas de Goiânia têm loteamentos fechados e bairros planejados”, destaca o presidente do Secovi Goiás, Antônio Carlos Costa.
Dados do IBGE mostram que o número de domicílios localizados em condomínios horizontais no Brasil ultrapassou 1,7 milhão em 2022, representando um crescimento de 76% em relação a 2010. Em Goiânia, a expansão foi ainda mais expressiva: 124% no mesmo período, colocando a capital entre as cidades com maior avanço desse modelo habitacional no país.
“Segurança, silêncio, áreas verdes, convivência qualificada e autonomia voltaram ao centro da decisão, acompanhados do desejo crescente por uma ‘casa definitiva’ que ofereça estabilidade e qualidade de vida familiar. Famílias de classe média e alta e investidores estão buscando por espaço, quintal, contato com a natureza e lazer completo. Assim, o condomínio fechado deixa de ser apenas um produto imobiliário e passa a ser sinônimo de estilo de vida”, destaca o sócio da BrDU Urbanismo, Gabriel Fortes.
Expansão direcionada: Região Norte e Senador Canedo em destaque
De acordo com a ADU-GO, a região norte concentra as maiores expectativas de expansão para os próximos 15 a 20 anos, com possibilidade de receber até 30 novos condomínios fechados em um processo ordenado e cadenciado. Obras estruturantes ampliam esse cenário, como a duplicação da GO-402 entre a UFG e Santo Antônio de Goiás, as futuras conexões dessa via com a GO-080 e a construção da Via Parque, que ligará a GO-080 à BR-153. Essas intervenções ampliam mobilidade, reduzem o tempo de deslocamento e tornam o eixo ainda mais atrativo para moradia, investimentos e expansão urbana.
“A GO-020 virou praticamente uma avenida de bairros planejados. Esse eixo já ultrapassou Senador Canedo e avança com força sobre Bela Vista”, destaca o presidente do Secovi Goiás, Antônio Carlos Costa. Para ele, a criação de novas centralidades impulsiona um ciclo contínuo de valorização: “Quando uma região passa a oferecer consumo, comércio estruturado e serviços, naturalmente ocorre valorização”. Costa também ressalta o papel estratégico de grandes equipamentos urbanos nesse processo. “O Flamboyant foi essencial para consolidar a região leste. Agora, o Passeio das Águas cumpre função semelhante na região norte, ao longo da GO-462, impulsionando novos bairros planejados e condomínios horizontais.”
Senador Canedo: case nacional de desempenho no mercado horizontal
Senador Canedo, por sua vez, se transforma em um dos principais cases do mercado horizontal brasileiro. O município é hoje o principal destaque do segmento no país. Conforme o estudo Panorama do Mercado Imobiliário Horizontal (ADU-GO + Brain), o município concentrou 43,7% das vendas da região no segundo trimestre de 2025, com 1.228 lotes comercializados — número quase quatro vezes superior ao registrado pelo segundo colocado, Abadia de Goiás, que somou 371 unidades.
No acumulado de 12 meses, o município também lidera de forma isolada, com 4.466 lotes vendidos, equivalente a 30,7% do total, e um VGV de R$ 1,3 bilhão. Os valores praticados em Senador Canedo também superam a média regional: nos lotes abertos, a média é de R$ 137 mil, contra R$ 119 mil nos demais municípios. Já nos condomínios fechados, o valor médio chega a R$ 416 mil, acima dos R$ 385 mil observados na região.
O município também registrou 162 novos lotes lançados no trimestre e 2.869 em 12 meses, consolidando-se como motor da expansão horizontal. Segundo Bruno Altino, vice-presidente da ADU-GO, esse desempenho é resultado da combinação entre localização estratégica, gestão municipal moderna e ambiente regulatório favorável. A proximidade com Goiânia soma-se a políticas urbanísticas mais flexíveis, transparência institucional e segurança jurídica, fatores que têm estimulado a produção imobiliária e atraído investidores.
Desafios: consumidor mais exigente e informado, custos e competição acirrada
A BrDU observa que o comportamento do comprador tem se tornado mais criterioso e analítico. O comprador compara regiões com mais rigor, analisa diferenciais de urbanismo, dá maior peso à infraestrutura verde e mobilidade e avalia com atenção a solidez das entregas. Além disso, cresce o interesse por ativos de menor volatilidade e por empreendimento capaz de oferecer qualidade de vida associada à estabilidade patrimonial.
“O consumidor de 2026 chega mais informado, com novas expectativas de uso do espaço urbano e mais criterioso em relação ao que considera valor. Não se trata apenas de adquirir um lote, mas de investir em qualidade de vida e estabilidade patrimonial”, destaca o sócio da BrDU, Gabriel Fortes.
Por Kasane – Comunicação Corporativa
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